Anel de ‘Bom Pastor’ do século III é descoberto em Israel

Anel de 'Bom Pastor' do século III é descoberto em Israel
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Várias descobertas arqueológicas foram vistas em 2021, a última das quais foi o anúncio da Unidade de Arqueologia Marinha da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), da descoberta de tesouros antigos de dois naufrágios na costa de Cesaréia, Israel.

Jacob Sharvit e Dror Planer, da Unidade de Arqueologia Marinha da IAA, revelaram que navios naufragavam em tempestade. “Os navios provavelmente estavam ancorados nas proximidades e naufragaram em uma tempestade”, contam.

Os artefatos incluíam um anel muito especial, uma peça octogonal de ouro com uma joia verde engastada e gravada com a imagem de um jovem pastor em uma túnica, com um carneiro ou ovelha nos ombros. A figura desse aparece em toda a Bíblia.

No Antigo Testamento, podemos observar em Isaías 40,11: “Ele apascenta o seu rebanho como um pastor: reúne os cordeiros nos braços e os leva perto do coração”.

E é também uma das mais antigas formas de destacar Jesus, como um pastor compassivo da humanidade. O Senhor se autodenominou pastor: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas ”(João 10:11).

O anel foi descoberto perto do porto de Cesaréia, um lugar chave para o cristianismo porque abrigou uma das primeiras comunidades cristãs e foi lá que o apóstolo Pedro realizou o batismo do centurião romano, Cornélio, em Atos 10, um lugar originalmente reservado apenas para judeus.

A diretora de conservação da natureza do IAA, Helena Sokolov, conta que naquele tempo, o cristianismo ainda estava na infãncia mas se desenvolvia. “Naquela época, o cristianismo ainda estava na infância, mas era muito evidente que estava se desenvolvendo, especialmente em cidades mistas como Cesaréia”, explica.

Além desse, outros objetos de grande valor também foram encontrados. Haviam centenas de moedas de prata e bronze romanas de meados do século III dC e cerca de 560 moedas de prata do período mameluco do século XIV.

Além disso, também foi descoberta uma estatueta de bronze em forma de águia, símbolo do domínio romano, e uma estatueta de um pantomimo romano com máscara cômica.

Os restos subaquáticos que também foram vistos juntos, são objetos pessoais dos náufragos como uma bela joia vermelha com o entalhe de uma lira.

De acordo com o diretor do IAA, “as costas de Israel são ricas em locais e achados que são patrimônios culturais nacionais e internacionais imensamente importantes. Eles são extremamente vulneráveis, razão pela qual a Autoridade de Antiguidades de Israel realiza pesquisas subaquáticas para localizar, monitorar e resgatar quaisquer antiguidades”, observa Eli Eskozido.

Do Diário Gospel com informações do Evangelical Focus

Por José Souza

Baiano, José Souza é um Jornalista. Atuou como freelancer para diversos sites conhecidos. Hoje, é colaborador do Diário Gospel. (Registro Profissional-5171/BA). E-mail: jjsouza_19@hotmail.com

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