Amigo da família de Marília Mendonça disse que cantora “podia ter feito carreira no gospel”

Imagem: Reprodução/Internet

A cantora Marília Mendonça, que morreu aos 26 anos durante uma queda de avião no início de novembro, ao seguir para uma apresentação no interior de Minas Gerais, teve uma carreira meteórica no sertanejo, porém, poucos devem lembrar de como a a artista era na vida pessoal com a música gospel antes de começar a compor e estourar como cantora, em 2015.

Só depois da morte de Marília Mendonça que vídeos antigos onde ela aparece cantando gospel alcançou grande repercussão na web e aguçou a curiosidade do público.

Um desses vídeos mais acessados é aquele onde Marília Mendonça aparece nas imagens cantando em um concurso de música gospel em uma igreja de seu bairro, Parque Amazônia, em Goiânia, onde foi finalista.

Sem contar que ela também gostava de publicar vídeos em sua página nas redes sociais nas horas de folgas cantando e tocando músicas evangélicas.

Segundo a revista Marie Claire, do Portal Globo, que manteve conversa com Raimundo Francisco, conhecido como Raí, que por volta de 2005, encarregado de formar uma equipe de louvor para a igreja do bairro, testou a voz de alguns dos fiéis, incluindo a de Marília Mendonça.

Quando ouvi a voz dela pela primeira vez, vi que tinha potencial demais. Tinha muito ritmo, sempre foi afinada, brincava com a voz, que já era grave, forte. Ela tinha 10 anos, era muito nova, mas briguei com o pastor pra ter ela no louvor“, conta Raimundo.

Os anos seguintes, ele explica que foram na companhia de Marília e dona Ruth, sua mãe, de quem Raí e a mulher, Cintia, se aproximaram após a separação do esposo (e padrasto de Marília).

Quando o marido da Ruth se separou dela ficou bem difícil, passaram necessidade. Marília ia muito em casa, porque morávamos atrás da igreja. Me chamava de pai, tomava a benção. Ela estava na igreja às quintas, domingos e sábados para ensaiar. Nunca furava. Era muito carinhosa, meiga, e sempre foi grandona. Era do jeito que o público a conheceu“, acrescenta.

Eu acho que ela não sonhava com sucesso. Era muito tímida, cantava encolhida, era muito simples”, relembra.

Quando foi criado o vídeo, Marília Mendonça já tinha dado início a composição e começou a tocar em bares do bairro. “Ela escapulia para os bares para cantar. Muita gente não gostou que ela fosse e não aceitava, não aprovava. Ela foi porque precisava, e se afastou porque se sentiu sem outro caminho. As pessoas não foram legais e acho que ficou uma mágoa, por isso ela não falava dessa época”, revela.

A mídia conta a vida dela dos bares pra frente”, diz, e acredita que os fiéis que a desaprovam “se arrependeram e entenderam que ela estava no caminho certo”, reflete. “Ela foi se aproximando de quem sabia fazer as coisas e aprendendo. Só sabia tocar três notas no violão e já brincava“.

Onde chamasse ela pra cantar, ela ia. Ganhava pouco dinheiro, só pra se manter. A Ruth acompanhava em tudo, nunca deixava ela sozinha. Apoiou sempre, ouviu todas as críticas, sempre foi tudo a mãe dela“, conclui Raimundo durante conversa com o Portal.

Do Diário Gospel com informações da revista Marie Claire

Por José Souza

Baiano, José Souza é um Jornalista. Atuou como freelancer para diversos sites conhecidos. Hoje, é colaborador do Diário Gospel. (Registro Profissional-5171/BA). E-mail: jjsouza_19@hotmail.com

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